Frenesi!

•Outubro 27, 2009 • 2 Comentários

Desacelerar é preciso, um ato sem pensar pode ser pago pelo resto da vida. As coisas vão indo e tomando um rumo que me foge o controle. Me faz ser desonesto comigo e desejar alguém do meu lado como guia. Alguém pra dividir essa carga que já estou em vias de não aguentar mais. Certa vez ouvi o ditado: “Tu és o que tu deixas”. E sinceramente, o que eu ando deixando me envergonha. Me descaracteriza, mas por vezes me protege. Quero começar tudo de novo, mas ao mesmo tempo tenho medo do futuro e das incertezas que o rondam. O normal nunca me atraiu, mas o incerto vem me trazendo mais tristezas do que alegria. Talvez eu só precise de companhia.

(Leonardo Mendonça)

Eu, tu, eles…

•Outubro 21, 2009 • 1 Comentário

Nesse caminho lento e sem graça, a vida me obriga a conjugar.

Não enxergo mais o verbo que um dia me atraiu.

Não amo, não me apaixono, não quero, não desejo nada, nenhum!

E quando não sobra mais verbo algum?

Não faça do seu poema um simples resumo.

Não se apoie em homens e mulheres.

Escreves e conjugas o verbo que queres!

(Leonardo Mendonça)

Os excluídos

•Outubro 11, 2009 • 2 Comentários

Ao contrário do que o título desta crônica possa sugerir, não vou falar sobre aqueles que vivem à margem da sociedade, sem trabalho, sem estudo e sem comida. Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para dar as mãos no cinema, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa pra acabar.

A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que não têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossíver ser feliz sozinho? Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso – o amor esqueceu de acontecer – aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo.

E há aqueles que têm amante, marido, esposa, rolo, caso, ficante, namorado, e ainda assim é um excluído. Porque já ultrapassou a fronteira da excitação inicial, entrou pra zona de rebaixamento, onde todos os dias são iguais, todos os abraços, banais, todas as cenas, previsíveis. Não são infelizes e nem se sentem abandonados. Eles possuem um relacionamento constante, alguém para acompanhá-los nas reuniões familiares, alguém para apresentar para o patrão nas festas da empresa. Eles não estão sós, tecnicamente falando. Mas a expulsão do mundo dos apaixonados se deu há muito. Perderam a carteirinha de sócios. Não são mais bem-vindos ao clube. Como é que se sabe que é um excluído? Vejamos: você passa por um casal que está se beijando na rua – não um beijinho qualquer, mas um beijo indecente como tem que ser, que torna tudo em volta irrelevante – você inclusive. Se lhe bate uma saudade de um tempo que parece ter sido vivido antes de Cristo, se você sente uma fisgada na virilha e tem a impressão que um beijo assim é algo que jamais se repetirá em sua vida, se de certa forma este beijo que você assistiu lhe parece um ato de violência – porque lhe dói – então você está fora de combate, é um excluído. A boa notícia: você não é um sem trabalho, sem estudo e sem comida – é apenas um sem-paixão. Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas.

(Martha Medeiros)

Sempre uma pausa

•Setembro 28, 2009 • 1 Comentário

Preciso de silêncio e um Nescau gelado. Preciso fugir, correr até encontrar o nada. Por não conseguir decidir, em minha vida nada se conclui.

(Leonardo Mendonça)

Saudade

•Setembro 7, 2009 • 1 Comentário

…do teu cheiro, de quase morrer num minuto de incerteza, por amar mais do que queria.

Que vontade de te ver, de sossegar num abraço. Aqueles primeiros minutos de reencontro, que acalmam todo o meu desespero por não ter.

(Leonardo Mendonça)

Bobagem

•Setembro 1, 2009 • 1 Comentário

Bobagem a gente achar que passa
No fundo tudo vai perdendo a graça
Se o passado revive e a lembrança persegue
Não há desejo que o tempo carregue

De ficar com pensamento a toa
Numa saudade boa
uma vontade
De uma só pessoa…

(Leonardo Mendonça)

Você, o meu mais lindo talvez…

•Agosto 24, 2009 • 3 Comentários
Pra sua chatisse, minha impaciência.
Pros seus sonhos, mais idéias.
Pras nossas aventuras, a sua falta.
Pras suas cócegas, mil risadas.
Pras minhas expectativas, suas possibilidades.
Pro meu medo, sua honestidade.
Pro limite de desistir, mais uma noite.
Pro nosso um dia, sempre um talvez.
Pras coisas ruins, borracha!

Pra sua chatisse, minha impaciência.

Pros seus sonhos, mais idéias.

Pras nossas aventuras, a falta.

Pras suas cócegas, mil risadas.

Pras minhas expectativas, suas possibilidades.

Pro meu medo, sua honestidade.

Pro limite de desistir, mais uma noite.

Pro nosso “um dia”, sempre um talvez.

Pras coisas ruins, borracha!

(Leonardo Mendonça)

Desilusão!

•Julho 14, 2009 • 2 Comentários

Derrepente tudo parece estar escuro. São vitórias, conquistas, derrotas e sentimentos a flor da pele. Dividir é a questão. Saber dvidir. Acreditar que o “pra sempre” existe, e que o “sempre acaba” depende muito de você. Se durar um dia, dois, dez… o que importa? O que importa de verdade, é você acreditar que será pra sempre. Que será a pessoa mais feliz do mundo. Só assim, você poderá dar o melhor de si. Se entrega por inteiro. Ser pra sempre o que você não é. Paradoxo não? Mas é o que vejo hoje em dia. Casamento não por amor, mas sim por opção de vida. E aquele frio na barriga? E as mãos suando? Isso não existe? É lenda?

Que seja!

Então eu sou o Petter Pan, mas definitivamente, não vivo na Terra do Nunca.

(Leonardo Mendonça)

…eu!

•Junho 1, 2009 • 4 Comentários

Dentuço, carente e sem graça. Não saio sorrindo em fotos. Não sou bom com números, com frases-feitas, e com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro do bolso, e um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E – sem saber – busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho e acordei chorando. Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser, quem na verdade a gente é.

(Leonardo Mendonça)

Inconstante

•Março 22, 2009 • 3 Comentários

Às vezes colorida
Às vezes preto e branco
Às vezes Alegria
Às vezes pranto

Não tente entender
Não precisa
Não existe mais confusa
Nem indecisa

Quando fala muito
A maioria é palavrão
Quando fala pouco
É porque não anda bem o coração

Não quer mais se apaixonar
Esquece que o mundo é uma roda-gigante
Também não quer mais fumar
Tá pra nascer alguém mais inconstante

Estou falando do coração?
Ou talvez de uma paixão?
Dificil perceber?
Estou falando de você!

Te ver triste, me dá um nó
Mais uma vez, eu te amo e só!

(Leonardo Mendonça)