Tudo novo de novo

•29/12/2009 • 1 Comentário

“Abençoado seja aquele que inventou dividir a vida em pequenos pedaços de 365 dias”
 
Dia desses eu ouvi essa frase e pensei: – Ok, temos as festas, mas o que é novo no ano novo? Só a mudança de data no calendário, certo? Temos o mesmo emprego, a mesma familia…
 
Pensei, pensei e percebi o quanto estava errada!
Na virada do ano renovamos nossas crenças, nossas forças e principalmente a esperaça de que tudo melhore, reforçamos a fé em nós mesmos, nos outros e na vida!
 
Nessa época demonstramos àquelas pessoas o quanto as amamos. Colocamos para fora aquele monte de sentimentos que o dia a dia faz questão de esconder.
 
Nessa hora ficamos com quem é importante, nem que seja de coração… Ano Novo é época de felicidade de amor a nós mesmos e aos outros.
 
Que 2010 seja um ano de muito amor, muita alegria, força e muita, mas muita fé
 
Minha maior esperança é conseguir cumprir todas as promessas feitas para 2009.

(Ana Mirelle)

Sentimento de Natal

•29/12/2009 • Deixe um Comentário

Engraçado como festejo o natal. Derrepente tudo aquilo que escondo sentir, tento fingir, tudo vem a tona. Bate uma vontade de você, uma vontade de sair pondo em prática os planos engavetados. O pior de tudo, quando me pergunto o porque não estou feliz, o porque não ponho então esses planos em prática, a resposta me envergonha e nem ao menos tenho ou tive coragem de contar a um outro alguém. Dentre tudo isso, alguém me pergunta:

- Vai pedir o que de Natal?

Finjo não ligar, mas a falta de foco me incomoda. Se realmente pudesse pedir, não saberia o que!
Sei só o que não gosto, o que não quero. Chegou a hora de ir atrás do que eu quero, do que me faz bem, do que me faz pedir bis e definitivamente, do que me faz feliz!!!
Corra, se arrisque, quem sabe quando você menos esperar, o Noel não apareça pra você?

(Leonardo Mendonça)

Na sua frente

•15/11/2009 • Deixe um Comentário

Eu e você frente a frente… É o medo e o desejo; É desconfiança e a esperança; É o grito e o silencio; É o gelo derretendo a mão no fogo… Eu e você frente a frente.

É ter sempre q me confrontar; Encarar meus erros e as minhas razões… As minhas verdades e as minhas ilusões; Meu poder e a minha impotência; A minha liberdade e os meus limites… Quando estou na sua frente, eu sinto toda a minha dor, mas só na sua frente eu posso sentir todo o meu amor!

(Luiz Antônio Gasparetto)

Frenesi!

•27/10/2009 • 5 Comentários

Desacelerar é preciso, um ato sem pensar pode ser pago pelo resto da vida. As coisas vão indo e tomando um rumo que me foge o controle. Me faz ser desonesto comigo e desejar alguém do meu lado como guia. Alguém pra dividir essa carga que já estou em vias de não aguentar mais. Certa vez ouvi o ditado: “Tu és o que tu deixas”. E sinceramente, o que eu ando deixando me envergonha. Me descaracteriza, mas por vezes me protege. Quero começar tudo de novo, mas ao mesmo tempo tenho medo do futuro e das incertezas que o rondam. O normal nunca me atraiu, mas o incerto vem me trazendo mais tristezas do que alegria. Talvez eu só precise de companhia.

(Leonardo Mendonça)

Eu, tu, eles…

•21/10/2009 • 1 Comentário

Nesse caminho lento e sem graça, a vida me obriga a conjugar.

Não enxergo mais o verbo que um dia me atraiu.

Não amo, não me apaixono, não quero, não desejo nada, nenhum!

E quando não sobra mais verbo algum?

Não faça do seu poema um simples resumo.

Não se apoie em homens e mulheres.

Escreves e conjugas o verbo que queres!

(Leonardo Mendonça)

Os excluídos

•11/10/2009 • 2 Comentários

Ao contrário do que o título desta crônica possa sugerir, não vou falar sobre aqueles que vivem à margem da sociedade, sem trabalho, sem estudo e sem comida. Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para dar as mãos no cinema, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa pra acabar.

A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que não têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossíver ser feliz sozinho? Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso – o amor esqueceu de acontecer – aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo.

E há aqueles que têm amante, marido, esposa, rolo, caso, ficante, namorado, e ainda assim é um excluído. Porque já ultrapassou a fronteira da excitação inicial, entrou pra zona de rebaixamento, onde todos os dias são iguais, todos os abraços, banais, todas as cenas, previsíveis. Não são infelizes e nem se sentem abandonados. Eles possuem um relacionamento constante, alguém para acompanhá-los nas reuniões familiares, alguém para apresentar para o patrão nas festas da empresa. Eles não estão sós, tecnicamente falando. Mas a expulsão do mundo dos apaixonados se deu há muito. Perderam a carteirinha de sócios. Não são mais bem-vindos ao clube. Como é que se sabe que é um excluído? Vejamos: você passa por um casal que está se beijando na rua – não um beijinho qualquer, mas um beijo indecente como tem que ser, que torna tudo em volta irrelevante – você inclusive. Se lhe bate uma saudade de um tempo que parece ter sido vivido antes de Cristo, se você sente uma fisgada na virilha e tem a impressão que um beijo assim é algo que jamais se repetirá em sua vida, se de certa forma este beijo que você assistiu lhe parece um ato de violência – porque lhe dói – então você está fora de combate, é um excluído. A boa notícia: você não é um sem trabalho, sem estudo e sem comida – é apenas um sem-paixão. Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas.

(Martha Medeiros)

Sempre uma pausa

•28/09/2009 • 1 Comentário

Preciso de silêncio e um Nescau gelado. Preciso fugir, correr até encontrar o nada. Por não conseguir decidir, em minha vida nada se conclui.

(Leonardo Mendonça)

Saudade

•07/09/2009 • 1 Comentário

…do teu cheiro, de quase morrer num minuto de incerteza, por amar mais do que queria.

Que vontade de te ver, de sossegar num abraço. Aqueles primeiros minutos de reencontro, que acalmam todo o meu desespero por não ter.

(Leonardo Mendonça)

Bobagem

•01/09/2009 • 1 Comentário

Bobagem a gente achar que passa
No fundo tudo vai perdendo a graça
Se o passado revive e a lembrança persegue
Não há desejo que o tempo carregue

De ficar com pensamento a toa
Numa saudade boa
uma vontade
De uma só pessoa…

(Leonardo Mendonça)

Você, o meu mais lindo talvez…

•24/08/2009 • 3 Comentários
Pra sua chatisse, minha impaciência.
Pros seus sonhos, mais idéias.
Pras nossas aventuras, a sua falta.
Pras suas cócegas, mil risadas.
Pras minhas expectativas, suas possibilidades.
Pro meu medo, sua honestidade.
Pro limite de desistir, mais uma noite.
Pro nosso um dia, sempre um talvez.
Pras coisas ruins, borracha!

Pra sua chatisse, minha impaciência.

Pros seus sonhos, mais idéias.

Pras nossas aventuras, a falta.

Pras suas cócegas, mil risadas.

Pras minhas expectativas, suas possibilidades.

Pro meu medo, sua honestidade.

Pro limite de desistir, mais uma noite.

Pro nosso “um dia”, sempre um talvez.

Pras coisas ruins, borracha!

(Leonardo Mendonça)