Amor Maduro

O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas quase silencioso.
Não é menor em extensão. É mais definido, colorido e poetizado. 
Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento.
Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.
O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade.
Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer. 
Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão.
Basta-se com o todo do pouco. Não precisa nem quer nada do muito. 
Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso.
É feito de compreensão, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança.
O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber. 
Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento.
Basta-se com a própria existência. Alimenta-se do instante presente valorizado e importante porque és redentor de todos os equívocos do passado. 
O amor maduro é a regeneração de cada erro.
Ele é filho da capacidade de crer e continuar, é o sentimento que se manteve mais forte depois de todas as ameaças, guerras ou inundações existenciais com epidemias de ciúme.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa.
Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois. 
Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, e jardins abandonados cheios de sementes.
Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue. Não persegue, recebe. 
Não exige, dá. Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.

(Vanessa Oliveira)

~ por Leonardo Mendonça em Dezembro 3, 2008.

Uma Resposta to “Amor Maduro”

  1. Esquecer!

    O que fazer?
    Como entender?
    O que acontece?
    Porque adormece?

    Será que esqueceu? Ou será que sou eu?
    “Braquinhas”, “Cores”, “Olhares”,tantos amores… não te fizeram crer?
    Muitas leram, muitas viram, mas poucas foram as que sentiram.

    “Tá escuro. Não consigo ver.”
    E é tudo que me faz doer!

    A menina da “promessa”.
    Ela tem pressa!
    Deus tem tempo pra todas as coisas.
    Mas calma! Não te importes com minha crença.
    Porque já é tempo da presença.

    Meu coração arde.
    Meu coração não bate.
    Minha alma morre.
    Meu espirito desfalace.
    Mas este conjunto “ai” CRÊ e VIVE!

    Agora me fala?! Como posso esquecer??

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