…eu!
Dentuço, carente e sem graça. Não saio sorrindo em fotos. Não sou bom com números, com frases-feitas, e com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro do bolso, e um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E – sem saber – busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho e acordei chorando. Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser, quem na verdade a gente é.
(Leonardo Mendonça)

rsrsrsrsrs…
Massa!
Quando li isso no seu abaut me, pensei: meu deus, sou eu!
Engraçado dizer isso quando trata-se de homem/ mulher.
No fim das contas a sensibilidade vem da essencia, não é?
Parabéns!
Um ótimo texto.
“Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível.”
Você pode até ser carente , mas absolutamente nunca será sem graça!
Maravilhoso o texto, mais ainda como você se mostra!
Esse é o meu amado amigo.
Parabéns, são poucos que realmente engergam a si mesmo,
talvez por que doa fazer isso.
Lindo, lindo!